Ciro de Oliveira Machado
Referência:
Mercado vive dia de pânico em NY
(Folha de S. Paulo, 5 de abril de 2000)

06/04/00

Nossa Opinião

Estamos diante de uma grande crise, talvez a maior de quantas tenhamos enfrentado na História.

Caminhamos para uma situação sócio-político-econômica insustentável, muito mais séria do que a da Grande Depressão de 1929 que teve um quarto da força de trabalho desempregada.

A crise atual é globalizada, atinge a todos os países do mundo sem exceção. É diferente, portanto, da Grande Depressão que, após a Segunda Grande Guerra, encontrou no mundo fora dos Estados Unidos os mercados necessários para livrar a própria nação americana da crise interna que tendia a voltar.

Esta conclusão é baseada num estudo de quase vinte anos (cujos resultados inclusive nos surpreendeu) consubstanciado no livro de nossa autoria "A Nova Economia Política".

"A Nova Economia Política" toma conhecimento e define teoricamente, pela primeira vez na literatura econômica, os preços de cada mercadoria, o valor dos capitais físico e financeiro de cada empresa do sistema e - havendo equilíbrio econômico - os motivos pelos quais deveríamos esperar uma distribuição sempre mais equilibrada, entre as diversas classes sociais, de quantidades sempre crescentes dos produtos do trabalho, levando a economia ao equilíbrio político econômico estável.

Na análise do panorama mundial de hoje este livro:

  • analisa a ação das corporações financeiras e não financeiras multinacionais;

  • antecipa a seqüência de todos os eventos do que se pode chamar de Depressão Máxima Global: endividamento dos agentes públicos e privados; baixa geral na lucratividade de todas as empresas; concentração de uma imensa quantidade de moeda nos mercados de derivativos; queda continuada nas bolsas de ações em todo o mundo, principalmente na Bolsa de Nova Yorque, em proporções superiores aos da Grande Depressão; destroçamento de todos os mercados de derivativos; índices de desemprego superiores aos da Grande Depressão; quebra geral de bancos, em especial dos bancos multinacionais; concentração das poupanças mundiais em títulos do tesouro norte-americano e, posteriormente, hiper-inflação dos dólares; ameaça geral de conflitos localizados e mundiais ...;

  • prova que o desequilíbrio monetário, ou seja, de uma quantidade de moeda internacional muitíssimo superior à quantidade total de bens produzidos, está na origem desta crise;

  • aponta os caminhos a serem seguidos para neutralizar os efeitos do maior problema econômico até hoje enfrentado pela humanidade.

Estamos já constatando o endividamento dos agentes públicos e privados, a baixa geral na lucratividade de todas as empresas, a concentração de uma imensa quantidade de moeda nos mercados de derivativos e a queda continuada nas bolsas de ações em todo o mundo, principalmente na Bolsa de Nova Yorque (a queda de 4 de abril (início de um colapso?) originou esta OPINIÃO...)

São esses os primeiros elos de uma cadeia que dentro de pouco tempo levará o mundo aos maiores conflitos de sua história...

Sentimos que para evitar (e mesmo sair) desta Depressão Máxima é necessário, acima de tudo, ter este conhecimento. Nossas pesquisas nos facultam esta visão.

O conhecimento das razões dessa Depressão Máxima fará com que Homens com H maiúsculo ou façam política econômica ou sejam ouvidos junto aos fazedores, e possam, portanto, exibir e repercutir as medidas politico-econômicas de salvaguarda da riqueza, do emprego e do desenvolvimento auto-sustentado de todo o mundo.