Ciro de Oliveira Machado

Referência:

País ainda está longe da retomada, diz Nakano
(O Estado de São Paulo, 13 de outubro de 2003 – Caderno Economia)


15/10/2003

Nossa Opinião

O citado artigo nos informa que o “economista Yoshiaki Nakano não se entusiasma com a recente euforia do mercado em relação ao Brasil. Para ele, embora o governo tenha conseguido superar a crise de confiança de 2002 e a estimativa de uma expansão de 3% do PIB no ano que vem seja “perfeitamente razoável”, o País ainda está longe de retomar a trajetória de crescimento sustentado”.

 Tecendo outros comentários pertinentes sobre a atual conjuntura econômica, o economista Nakano conclui seu artigo dizendo o seguinte:

“O Brasil teve uma história de crescimento espetacular. De 1941 a 1980, cresceu 7% ao ano. De 1980 para cá, cresceu 2,1% ao ano. Não há uma taxa mágica, mas, se o País cresceu durante décadas 7% ao ano, não vejo motivos para que isso não possa voltar ocorrer”.

  Neste ponto discordamos de suas idéias por entender que, na verdade, hoje há muitos e importantes motivos que impedem o País de crescer, Por isso, passaremos a apresentar a nossa opinião a respeito do assunto, concluindo, também, que o Brasil pode retomar o seu crescimento espetacular. Entretanto, para que isso possa ocorrer, temos de romper com o modelo econômico atualmente adotado e passar a aceitar e praticar os Princípios da Nova Economia Política e sua Moeda Neutra Nacional e Internacional de Desenvolvimento.

Estamos convencidos de que este é um novo e diferente caminho, hoje disponível, de se praticar o necessário Equilíbrio Econômico e retomar o crescimento sustentado do País.

A Ciência “ A Nova Economia Política ”, por meio de seus livros e anexos, inseridos no site www.nep2000.ecn.br ,. já está completa ( para a atualidade) , cobrindo todos os parâmetros e fatos da Economia Política de uma forma absoluta e Matemática. (Ficaremos gratos por comentários e críticas que revelem falhas de análise ou de transparência de “ A Nova Economia Política ”, quando então faremos esforços máximos para esclarecer todas as idéias propostas e as dúvidas levantadas.)

Lá estão desenvolvidos os três sub-equilíbrios econômicos parciais fundamentais: o do Governo, o das Transações Externas e o da Moeda. Juntos, esses três sub-equilíbrios parciais nos conduzirão ao Equilíbrio Econômico , responsável pelo pleno emprego de homens e máquinas, pela manutenção dos preços relativos, pelo desenvolvimento e crescimento econômico, e, finalmente, pela estabilidade da economia, que crescerá em seu limite, no percentual idêntico à taxa de crescimento da população, alcançados que foram, a menos das invenções de novos produtos e processos, os níveis máximos de apropriação para todos os consumidores.

Podemos ver, pelo desequilíbrio, o que acontece quando o Governo está gastando mais do que arrecada: os juros tendem a subir, conduzindo ao desemprego de homens e máquinas. Juros em ascensão conduzem também à oligopolização da economia, ou seja, aos aumentos de preços.

Estaríamos, assim, bastante distante dos juros de equilíbrio , tão altos quanto os rendimentos sobre o capital da empresa menos rentável do sistema, - e que necessariamente precisa crescer para não comprometer o crescimento das demais.

Podemos ver o que acontece quando existem desequilíbrios externos. Na condição de devedor crônico, o Brasil (sempre?) terá contas externas a pagar, tantos as dos juros internacionais, como as do pagamento do principal de nossos empréstimos. Assim, quando superavitários em nosso balanço de pagamentos, ou seja, quando exportamos bens e serviços mais do que importamos, e que acedermos em pagar este saldo aos nossos credores externos, necessariamente seremos conduzidos à inflação.

Nos curtos momentos em que tive r mos importações maiores do que as exportações, seremos conduzidos à deflação.

Podemos também ver o que acontece quando existem emissões de moeda acima da taxa de crescimentos, conduzindo o Brasil à mais inflação ou emissões de moeda abaixo da taxa de crescimento , conduzindo-nos à deflação e à crise econômica representada pelo desemprego de homens e máquinas.

Por meio da Matemática podemos datar, inclusive, os diversos resultados econômicos dos três desequilíbrios, o do Governo, o das Transações Externas e o da Moeda:

. Na década de 80 houve um período demorado de Déficit do Governo, exportações maiores do que as importações e emissões acima da taxa de crescimento: era um período de inflação galopante, típico da última fase do Governo Sarney. Não havia ainda o desemprego crônico, mas todos os fundamentos da economia levavam à inflação.

. Ao início do Governo Collor houve um período rapidíssimo de Déficit do Governo, exportações maiores do que as importações, carência total de estoque e fluxo de moeda: a economia parou, era um período caótico de falências e concordatas.

. Ao início do Governo FHC houve um período rápido de Déficit do Governo, importações maiores do que as exportações, emissões acima da taxa de crescimento. Neste momento a deflação provocada pelas importações acima das exportações compensava a inflação provocada pelo Déficit do Governo e pelas emissões acima da taxa de crescimento. A economia funcionava, os preços eram estáveis; não havia ainda o problema do desemprego. Era um pseudo paraíso. O desfecho desse pseudo-paraíso foi o ingresso numa profunda crise cambial.

Daí para a frente, atingindo o restante do Governo FHC e também o início do Governo Lula, tivemos um período de Déficit do Governo, exportações maiores do que as importações, emissões bem abaixo da taxa de crescimento (quando existente). É um período de recordes de desemprego de homens e máquinas, baixa atividade econômica, preços em elevação, porém deflacionados pela ausência de emissões.

Enfim, durante as últimas décadas nunca estivemos sequer próximos do que chamamos de “Equilíbrio Econômico”, havendo mesmo os que passaram a considerar que o Brasil não tinha mais jeito!

É nesse aspecto que primamos em nossa análise, negando, de uma vez por todas, tal consideração.

O Brasil, assim como todos os demais países do mundo, está imerso no processo de globalização. Nenhuma medida econômica isolada, fora do contexto mundial, será capaz de conduzir o Brasil novamente ao crescimento, eliminando assim, o desemprego de homens e máquinas.

É da analise desse processo de globalização que chegaremos à conclusão das medidas que nos cabem tomar, juntamente com os demais países do mundo, para sair deste processo de empobrecimento crescente.

De todas as razões deste desequilíbrio global, a mais contundente, é a do desequilíbrio monetário na única moeda internacional existente, o dólar, emitido, quer seja pelos EUA (déficit acumulado externo de US$ 10 trilhões), quer seja por bancos internacionais de origem Norte Americana (emissões, baseadas no déficit externos dos Estados Unidos, no entorno de US$ 170 trilhões, segundo a Revista Veja nº 21, 29 de maio de 2002 , totalizando aproximadamente US$ 180 trilhões, - contra um PIB dos EUA, de apenas US$ 10 trilhões.

 Façamos um exercício, ainda que não correspondendo à estrita realidade de hoje, uma vez que não dispomos de dados confiáveis, para verificar onde estão esses US$ 180 trilhões:

1 o .- Reservas dos diversos países imersos no comércio internacional: da ordem de US$ 15 trilhões;

2 o .- Obrigações do Tesouro dos Estados Unidos: da ordem de US$ 15 trilhões:

3 o .- Investimentos realizados pelos EUA ou por Bancos Internacionais: empréstimos internacionais para países e empresas, compras internacionais de tudo o que é passível de gerar lucros, compras de hipotecas, prestações de financiamentos de veículos e outros bens móveis, compras de direitos à exploração monopolística de estradas, túneis e pontes, etc: da ordem de US$ 30 trilhões:

4 o .- Mercados de opções e derivativos: da ordem de US$ 120 trilhões.

Estamos diante de uma situação de desequilíbrio altamente inflacionária: US$ 180 trilhões de moeda contra um PIB dos EUA, de apenas US$ 10 trilhões, pois é apenas os EUA que tem que fazer frente ao poder de compra dessa incrível quantidade de moeda. No caso brasileiro, durante o Governo Sarney, para um desequilíbrio muito menor em termos de quantidade de moeda / PIB, tivemos uma inflação de quase 100% ao mês...

Estão imersos na manipulação dessa incrível quantidade de moeda os cérebros tecnicamente mais desenvolvidos do mundo, porém, apenas tecnicamente. Do ponto de vista espiritual, talvez sejam os menos evoluídos. Manter o poder de compra desses dólares retirados do nada não é tarefa fácil...

Analisar com tem sido feito isso exige um pouco de História:

A partir de 1929 os Estados Unidos entraram numa Grande Depressão causada por uma asfixia dos consumidores devido a sua alta dívida pessoal, que impossibilitava novas compras. Daí a queda das bolsas de valores, uma vez que não havia qualquer lucratividade no mercado.
Os monopólios americanos, que controlavam todos os Bancos, já haviam desequilibrado as finanças no país, gerando uma imensa quantidade de dólares para o financiamento dos consumidores, muito a mais do que os consumidores poderiam pagar, muito a mais do que a normal capacidade de demanda dos norte-americanos com suas receitas normais. Para que esta super demanda se equilibrasse com a oferta, esta teria de ser colocada no mercado a altos preços, gerando um lucro extra para as empresas monopolistas. Os bancos do sistema é que iriam financiar tudo... Daí, então, a Grande Recessão de demanda, causada pelo endividamento dos consumidores, que ao invés de se dirigir ao mercado para compras, passaram a pagar, quando empregados, suas prestações junto aos bancos. Isso fez com que caísse a níveis baixíssimos o PIB dos Estados Unidos e o comércio internacional.

Até mesmo Roosevelt, com seu New Deal, não conseguiu deter a Grande Recessão provocada pelas empresas monopolistas norte-americanas. Cumpre notar que essas empresas nunca foram reprimidas nem repreendidas, nem por ele, nem por seus sucessores.

Com a participação dos Estados Unidos na Segunda Grande Guerra, começou um outro desequilíbrio: o déficit inusitado do Governo, ao financiar a Guerra. Aparentemente neutralizou-se a Grande Depressão, com todas as empresas norte-americanas vendendo muito para o Governo.
Ao terminar a guerra, não tendo mais o déficit do Governo, os grandes capitalistas norte-americanos sabiam que a depressão iria continuar...

Os Estados Unidos, vencedores da 2ª Guerra Mundial, obtiveram , em Bretton Woods, a eleição do dólar como moeda internacional, se bem que todas as atas de Bretton Woods não citavam uma vez sequer em dólar como tal. Falavam em moedas conversíveis em ouro, das quais, o dólar era o expoente máximo, uma vez que quase todo o ouro do planeta encontrava-se nos Estados Unidos.

A partir do término da 2ª Grande Guerra os EUA começaram, então, a exportar dólares virtuais (e a dominar economicamente países) uma vez que não existia nenhum país do mundo que tivesse a tecnologia, o parque industrial e a capacidade de produção igual a dos Estados Unidos. Portanto, ao exportar, mantinham suas empresas funcionando, afastando toda e qualquer depressão.

A moeda dos EUA passou a ser a moeda internacional.

No início foram as exportações. Depois vieram os investimentos norte-americanos. Se existisse qualquer negócio promissor, eram os EUA quem os tocaria. Depois vieram os empréstimos para países deficitários em seus balanços de pagamentos ou que desejassem modernizar-se em suas máquinas públicas e privadas. E finalmente, todos os países, deveriam ter um estoque de dólares virtuais como capital de giro para seu comércio internacional.

Todos esses dólares virtuais emitidos - tirados do nada - ao serem incorporados às contas de qualquer governo, tinham sempre uma primeira utilização: gastos dos EUA, que compravam o que queriam de um mundo subserviente ao seu domínio...

Países superavitários tinham seus dólares virtuais na boca do caixa de seu comércio externo.
Países deficitários tinham seus dólares virtuais por empréstimos de seus Governos ou das empresas multinacionais residentes, a altos juros ... Uma única exigência tinha que ser cumprida: o país tinha de exportar seus melhores produtos bem acima de suas importações. Eram deficitários apenas nas contas de juros e de capitais. E estes produtos adicionais iam em sua maior parte para os EUA.

Os EUA tiveram alguns percalços nesta trajetória pois os franceses acusaram seus déficits chamando-os de "sem lágrimas". Isto porque haviam déficits no balanço financeiro norte-americano (hoje os há também, no balanço comercial e nas contas públicas), sempre os maiores do mundo...

Os franceses e depois, outros povos, fizeram valer seus direitos: começaram a trocar seus dólares virtuais excedentes pelo ouro dos EUA, uma vez que havia uma taxa de câmbio fixa, estabelecida em Bretton Woods. Trocaram até 1971, quando ocorreu o acontecimento mais importante (se bem que totalmente previsto) da história da economia: Nixon decretou a inconversibilidade do dólar em ouro, fazendo tremer todas as bases da economia. Os dólares passaram a não estar ligados a nada! Os EUA estavam devendo 80 bilhões de dólares para o mundo e nas caixas de Fort Knox (depósito norte-americano de ouro) só restavam pouco mais de 10 bilhões de ouro. Nessa época, também, os Estados Unidos começaram a ter déficits na balança comercial, ou seja, as importações de produtos ultrapassava a suas exportações.

A economia do mundo nunca mais foi a mesma. Estabeleceu-se o desequilíbrio como algo permanente.

No início houve uma queda da cotação do dólar em relação às principais moedas dos países superavitários do mundo. Depois sua acomodação, com as principais moedas do mundo também se desvalorizando, compensando, talvez, o déficit acumulado. Todos os países do mundo já haviam preparado seus capitais de giro em dólares virtuais para seu comércio externo e, na falta de outra moeda, continuaram a utilizá-lo como moeda internacional.

Outros grupos multinacionais, ao verem que apenas o Governo dos EUA tinha o poder de emitir dólares, constituíram os Bancos Internacionais localizados no que passou-se a designar como "paraísos fiscais", ou seja, localidades espalhadas pelo mundo, sem as exigências dos bancos nacionais, e que, fundamentalmente, podiam multiplicar indefinidamente os dólares virtuais emitidos pelos EUA, neles depositados. Agora eram duas as fontes emissoras de dólares virtuais: o Governo dos EUA e os Bancos Internacionais.

O dólar virtual, absolutamente sem lastro, continuou a ser emitido como nunca, aumentando ainda mais os compromissos recíprocos da nação norte-americana e dos bancos internacionais em relação aos demais países do mundo, aos das multinacionais e aos dos consumidores particulares.
Começou a financiar, além dos países, os produtos das multinacionais: carros, computadores, eletrônicos, telefonia, assim como hipotecas, imóveis e qualquer outros itens passíveis de serem alienados, endividando o mundo em geral.
Se na Grande Depressão eram os consumidores norte-americanos que não tinham mais poder de compra, agora são os países e consumidores mundiais que passaram a não ter mais poder de compra, provocado por seus endividamentos.

Com a queda geral das vendas (exceto para alguns novos produtos, tais como telefonia móvel, computadores etc. (que hoje também estão caindo!)) as empresas multinacionais reduziram seus investimentos produtivos (exceto para alguns investimentos poupadores de mão de obra).

Eis aí a causa do desemprego mundial de homens e máquinas.
É lei econômica que o desenvolvimento (mais emprego) ocorra a partir dos investimentos, assim como o desinvestimento (menos homens e menos máquinas funcionando), provoque recessão e também mais desemprego.

É na década de 80 que ocorreu a grande crise de pagamentos dos países em desenvolvimento, economicamente "dependentes" do Governo norte-americano e dos bancos internacionais, e a institucionalização definitiva do FMI e do Banco Mundial. Essas instituições de crédito obrigam o mundo devedor, através dos novos financiamentos de dólares oferecidos para pagar os juros de suas dívidas, a abrir cada vez mais suas portas às multinacionais. Exigem também uma balança comercial positiva (exportações acima das importações) e que sejam feitas economias em larga escala nos gastos de Governo e nos salários, sem se preocupar com o desemprego daí decorrente.

Existia muito lucro (virtual) para ser aplicado. Mas não existia um canal de aplicação daí resultando o fato mais importante dos anos 80: o da organização do mercados de derivativos.

Vamos examinar este último acontecimento, básico para o entendimento da economia de hoje.

Os países superavitários em termos de Balança de Pagamentos, tais como Japão e Alemanha, não sabiam o que fazer com seus dólares virtuais acumulados.
E as empresas multinacionais também. Seus diretores financeiros não aplicavam seus lucros em novos investimentos produtivos devido à baixa das vendas.
Fizeram alguns investimentos em novos produtos, compraram alguns bens nos Estados Unidos e aplicaram a maior parte desses dólares virtuais em Títulos do Governo Americano, de baixa rentabilidade, mas tidos como a aplicação mais garantida do mundo!
E ficaram a sondar outras modalidades de investimentos.

Acadêmicos norte-americanos foram chamados e conceberam o que se chamou de mercado de derivativos: apostas sobre a evolução de índices da economia real: índice das ações das Bolsas de Valores, índice da valorização de uma moeda sobre a outra, índice da evolução das taxas de juros, índice de uma determinada ação, índice... e passou-se a utilizar os dólares virtuais em excesso e disponíveis em apostas nesse mercado, em volumes de alguns trilhões em 1990 para 120 trilhões em 2002, cerca de 12 vezes o PIB dos EUA.

Nenhuma produção está envolvida no mercado de derivativos. É um mercado exclusivamente de apostas sobre a evolução de índices econômicos, alguns, bastante reais, como os das bolsas de valores.

É um mercado de grandes ganhos e também de grandes perdas. Foi concebido tirando partido do prazer do homem em jogos de azar. Mas é um mercado em que apenas os "especialistas" ganham... Este mercado tem cartas marcadas, premiando apenas os detentores de alta liqüidez (parte desses 120 trilhões de dólares) que, ao comprar qualquer papel, elevam suas cotações e ao deixar qualquer papel, baixam suas cotações, ou seja: "especialistas" que, de posse das informações políticas e econômicas relevantes, fazem suas apostas em derivativos de acordo com suas ações prévias não declaradas, com ganhos que ultrapassam os montantes aplicados...

O que estamos vendo hoje?

A divida enorme das empresas e das pessoas é o responsável pelas baixas vendas, pela queda do lucro e pelos balanços falsos emitidos por multinacionais também responsáveis por este processo de financiamento, através dos bancos internacionais de mesmo nome ou solidários a elas.
As empresas do mundo pararam seus investimentos, tanto as multinacionais como as nacionais.
Milhões e milhões procuram entrar no mercado de trabalho, mas não conseguem em função da paralisação dos investimentos. E o desemprego grassa cada vez mais.

Estamos às portas de uma Depressão Máxima, para não dizer que já estamos nela!

As bolsas só não caem definitivamente porque tem atrás de si a liquidez virtual do mercado de derivativos que compra ações para se manter, gerando lucros virtuais.

O que será feito quando as empresas passarem a apresentar prejuízos de uma forma explícita? O que será feito quando as empresas tiverem seus balanços não mais maquiados?

Aí não será mais a "liqüidez" do mercado de derivativos que proporcionará a aparente manutenção de tais mercados. A queda será vertiginosa. O mercado de derivativos irá sucumbir. Os bancos internacionais irão falir. A inflação norte-americana irá começar, com a volta, para os EUA, dos dólares espalhados pelo mundo.

O dólar perderá o valor.

Na falta do dólar, o comércio externo será seriamente prejudicado, elevando mais ainda o desemprego.
As regras do jogo do capitalismo global que pareciam favorecer muito mais os países industrializados do que as nações em desenvolvimento, por serem falsas, conduzirão todos ao caos, em especial os Estados Unidos, causador de toda essa crise.

Tal caos será no entanto rapidamente afastado se passarem a ser aceitos e praticados os Princípios da Nova Economia Política e sua Moeda Neutra Nacional e Internacional de Desenvolvimento , única forma de se praticar o necessário Equilíbrio Econômico !



Ciro de Oliveira Machado